Abelha Guaraipo

A única no mundo com 5 rainhas

07/10/2009 17:40

= ABELHA GUARAIPO = = MELIPONA BICOLOR SCHENKI GRIBODO =

= NIinho e Abelha Guaraipo =

LER CONTEÚDO ABAIXO.


GUARAIPO SCHENKI
NINHO


CAIXA


 POTES DE MEL

As pesquisas que estão sendo realizadas com Abelha Guaraipo, estão revelando uma organização colonial menos hierarquizadas e uma maior divisão de poder entre rainhas e operárias. No universo da Guaraipo como essa espécie é conhecida, há quase sempre mais de uma rainha, a evidência de um comando compartilhado, e as operárias não se mostram tão submissas.

As servas geram ovos tróficos, que serve de alimento para as abelhas líderes, mas uma fração das operária ás vezes engana as soberanas e bota outro tipo de ovo, O reprodutivo que gera machos, fruto de uma forma de reprodução assexuada.

Os ninhos da Abelha Guaraipo constituem uma sociedade com uma estrutura mais flexivel, as rainhas coordenam o trabalho, mas não mandam tanto. Descrita a mais de 160 anos , a guaraipo é uma abelha mansa, sem ferrão, com cerca de 1 centímetro, que costuma fazer o ninho proximo ao solo, no interior de árvores.

Por apresentar compórtamente e uma extrutura social aparentemente inédita, tornou-se a estrela do momento para estudos, essas abelhas indígenas, chamadas assim pois ja estavam aqui ao lado dos primeiros habitantes do nosso território, são importantes por vários motivos. Do ponto de vista ecolôgico, ajudam a preservar a biodiversidade, são as polinizadoras por excelência das matas brasileiras.

Para a ciência, representam um objeto de interesse único, por serem típicas de áreas tropicais, são pouco estudadas no exterior e, a julgar pelos primeiros resultados dos trabalhos com A. M. Bicolor, constitui uma nova e formidável linha de pesquisa.

Em termos econômicos , as abelhas nativas gera, receita com a produção de mel, com valor bem maior do que o mel da abelha apis(africanizada), E podem se tornar grandes aliadas da agricultura nacional graças a uma peculiaridade, pois é diferente da popular e agressiva abelha de mel apis melífera, a guaraipo não tem ferrão e não picam, isso torna menos arriscado seu manejo e as coloca na condição de polinizadoras por excelência de Cultura em Estufa.

Na abelha guaraipo há mais de uma rainha na colnia, nem todas as operárias são irmãs, algumas são primas ou exibem outro grau de parentesco, visto que as múltiplas rainhas tendem a ser mãe e filha ou irmãs, Em compensação para reforçar os laços familiares, cada rainha da guaraipo parece cruzar com apenas um macho, isto garante a manutenção de sua genética.

Nas colônias de Guaraipo, como nas de qualquer espécie de abelha, rainhas não são rebaixadas de status, nem uma operária pode ganhar o controle do ninho ou dominar as colegas, Ainda assim, ali acontecem coisas intrigantes, Embora tenha observado ninhos liderados por uma só rainha, Mas a organização social típica da Guaraipo são colônias com duas ou tres rainhas e as vezes ate quato ou 5 rainhas. Já se viu essa caracteristica esporadicamente em outras espécies, mas não como padrão da espécie, Ninhos comandados por mais de uma rainha são um traço mais comum em colônia de Vespas e de Formigas.

Mas por que existem colônias de guaraipo com muitas rainhas quando o padrão entre as abelhas sociais parece ser o da Apis Melífera. Ninguem sabe ainda. Cogita-se que elas seriam descendentes de espécies mais primitivas ou fruto de ambientes com pouco espaço, o que teria favorecido a coexistência de várias lideres em um só ninho.

Há quatro anos e meio no Brasil, o biólogo holandês Dick Koedam, que deixou a Universidade de Utrecht para ser colaborador no laboratório de abelhas da USP, observou um comportamento absolutamente fora do normal em rainhas da guaraipo.

As Rainhas até trabalham, esporadicamente, produzem cera, como se provou pora análises químicas. A Melipona Bicolor é fascinante, diz Koedam, que ja estudou na Costa Rica os ábitos de outras espécies sem ferrão abundante no Brasil, a Jatai ( Tetragonista Angustula ).

Outro dado surpreendente da Guaraipo: As Rainhas convivem em tranquilidade, sem grandes disputas, num mundo onde a partilha de liderança não parece ser empecilho ao desenvolvimento do grupo.

Experimentos no IB mostram que a retirada de uma das rainhas de colônias com duplo comando não altera a organização, Na maioria dos casos, após alguns meses, uma segunda lider é criada e aceita por todo o grupo, até pela primeira rainha. Isso mostra que para essa abelha sem ferrão é mais interessante contar com multipla chefia do que com comando único.

RAINHAS ENGANADAS= A base da escala social da guaraipo tambem fornece dados igualmente extraordinário, Estudiosa do assunto VERA LUCIA colheu evidências de que algumas operárias podem demonstrar comportamento individualista e enganar as rainhas.

Sua equipe filmou ninhos em que uma operária, membro, portanto, da casta responsavel por fornecer alimentos e construir as células onde as rainhas depositam o ôvulo fecundado que vai gerar um descendente, articula uma antimanha. Ela espera uma das rainhas botar um ovo e, depois que a lider deixa o local, coloca um ovo reprodutivo seu e, finalmente, fecha a célula. As vezes outra operária percebe a antimanha da colega contra a rainha e resolve intervir, numa atitude igualmente individualista, devora o ovo da companheira de casta e o da rainha e bota ela também um ovo reprodutivo.

Muitas vezes uma dezena de operárias agem dessa forma secessivamente. Apesar da rebeldia, as operárias de guaraipo parecem não manifestar nenhuma preferência em termos de chefia, Atendem a todas as rainhas da colônia com igual dedicação.

Vera Lucia e seus colaboradores estão convencidos de que algumas operárias de guaraipo são, na verdade, especializadas em botar ovos reprodutivos, um indicativo de que a divisão interna das tarefas nessa espécie pode apresentar diferênças significativas.

RAINHAS = Não se sabe exatamente com quantos machos as rainhas cruzam, ainda não se consegue provar se com apenas um ou vários. A hipôtese mais aceita vem de um trabalho feito nos EUA com 70 colônias de várias espécies de abelhas sem ferrão. A conclusão é que a rainha deve ser fecundada por apenas um macho, na abelha guaraipo talves este pode ser o seu padrão de comportamento. Os estudos sobre o sistema de comunicação entre rainhas e operárias da guaraipo- Conduzidos pela bíôloga Carminda da Cruz -Landim, do Instituto de Biociências da Unesco de Rio Glaro, Estão em fase inicial, mas já há resultados.

Constatou-se que a linguagem dessas abelhas sem ferrão é fundamentalmente de origem química, À base de feromônios substâncias produzidas por glândulas, como as de Dufour, as mandibulares e as tegumentárias, que sinalizam determinados comportamentos, em muitos casos de sentido sexual ou reprodutivo.

Queremos descobrir como as rainhas e as operárias se portam diante de cada substância produzidas por essas glândulas, se entendermos como essas espécies nativas se comportam e estruturam uma colônia, poderemos aprender a manejar melhor os ninhos de guaraipo e de outros meliponineos, Esse conhecimento pode ser também de grande interesse comercial.

 

 

 

Para ver mais conteúdo e foto CLIC abaixo.

( Projeto Guaraipo. )

 

Fonte= FAPESP ED. N/ 65


 

 

 

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